Vida Verde. Parte II.

POR Dr.Mauro Montaury de Souza.

É possível modificar nossos vícios alimentares ou modificar alimentos tão contaminados que são vendidos nos centros agrícolas da periferia das cidades, vindas dos seus cinturões verdes que usam substâncias tóxicas na produção de alimentos?

A grande revolução alimentar é o uso de vegetais de uso não habituais e que por serem resistentes as pragas convencionais e de alto teor nutricional enriquecem o prato do brasileiro. Existem bons trabalhos do Ministério da Agricultura e de diferentes universidades.Segue no Post.

O Ministério da Agricultura distribuiu orientação das hortaliças não convencionais para estimular a produção de alimentos habituais e ampliar o leque da alimentação não contaminada e de fáceis cultivo.PDF HORTALIÇAS NÃO CONVENCIONAIS.

Existem dezenas de hortaliças não convencionais. As mais conhecidas elencamos abaixo:

inhame, taió, taraxacum (dente de leão), serralha, capuchinha, chicória, bertalha, azedinha, araruta, almeirão de árvore, chuchu de vento, ora por nobis,beldroega, capiçoba, etc

VÍCIO ALIMENTAR DOS MESMOS ALIMENTOS

Temos um vício alimentar usando aproximadamente somente cento e cinquenta(150) espécies de plantas, quando existem mais de 27.000 plantas que se pode usar para alimentação.

Diferente de VÍCIO ALIMENTAR (do vício de comer-alimento como droga,compulsão,comer rejeitar para não engordar,etc).

A FAO- Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura orientou a população geral ao consumo de insetos devido a sua rica fonte proteica e concomitantemente reduzindo a disseminação de besouros e grilos, pragas tão graves para a produção de alimentos, além de preservar o ecossistema do solo. O objetivo da organização é o problema da fome no mundo e o não uso de agrotóxicos.

As plantas alimentares usadas diariamente para consumo, não passam de 20 por dia e cerca de 100 no período de um ano. São mais de 27 mil  espécies que podem ser usadas para nos alimentar.

Os alimentos básicos da America do Sul, lado brasileiro, eram: mandioca, batatas, inhames, taiós, tubérculos alimentares. No lado andino o representante básico era o milho, o “maiz”, isto é, grandes grãos de milho e com mais de 300 tipos diferentes. Com a Expansão Europeia das Grandes Navegações o povo português e o espanhol trouxeram nas caravanas o arroz e o trigo, difundindo este cultivo em solo tão nutritivo, mas não preparado para este cultivo como o meso oriente e oriental na Europa e Ásia.

Não podemos esquecer das caixas de bacalhau português e dos países escandinavos, que chegavam para a Coroa Portuguesa no período escravagista. sustento da Classe Imperial Portuguesa. Com a sobra das partes não nobre e desprezadas dos porcos o povo africano transformou num prato famoso junto com o feijão a nossa feijoada brasileira.

Passado 5 (cinco) séculos, mais que 50% das espécies alimentares consumidas em solo brasileiro são de origem da Europa e da Ásia. No seu cultivo aqui (arroz e trigo), gastamos bilhões de dólares na preparação do solo e no uso de sementes modificadas e no consumo de toneladas de pesticidas.LINK BRASIL CONSUMO AGROTÓXICOS.

O Brasil importa mais de 60% de todo trigo consumido e cerca de 90% dele é produzido na região sul.

As modificações genéticas e hibridizações dos cereais: milho, trigo, soja foram feitas na década de 50 e 60 nos centros de pesquisa agrícola da serra gaúcha com tecnologia americana.LEMBRAR DO PAI DO TRIGO DO RS. DR. IVAR BECKMANN e as mutações genéticas do trigo e as doenças geradas.

O trigo adoeceu e gerou na população : obesidade, diabetes mellitus, dislipidemias, artroses, demências, intolerância ao glúten e doenças afins, além de doenças autoimunes -BARRIGA DE TRIGO.

ALIMENTO - MATO SAUDÁVEL E NUTRITIVO.

Podemos aprender a comer mato saudável, nutritivo, de baixo custo e sem agrotóxicos. Gerando uma dieta saudável e geradora de saúde alimentar na dieta do brasileiro. O cultivo desses alimentos não precisa de agrotóxicos o que por si só não gera doenças e nem economia escravizantes e dependente das inúmeras industrias farmacoquímicas. É UMA REALIDADE NACIONAL.

O conceito vida verde, viva verde vida, trás a mesa do brasileiro alimentos com saúde e com nutrientes riquíssimos. Vida com qualidade. PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS.

Por Mauro Montaury Data:Jul 31, 2016 Comments : 0
 
 

Vida Verde. Parte I.

Por Dr. Mauro Montaury de Souza.

A vida surge da vida. Da morte não surge a vida. Não existe vida sem movimento da vida. MOVIMENTO DA VIDA. DR.MATHIAS RATH.

A Medicina da Vida se preocupa e orienta pela educação da vida, dos bons hábitos alimentares, atividade física regular, vida contemplativa / reflexiva. Uma vida sem o stress urbano sem a civilização da morte e das doenças advindas pós-industrialização com produção e consumo maciço de produtos químico-tóxicos para a saúde humana.

Aprendemos com as grandes civilizações que preservaram o conhecimento das suas tradições. Guardaram e divulgaram seus ensinamentos boca ouvido perpetuando sua sabedoria. Apresentaram poucas doenças, evitaram os seus vícios e maus hábitos e desenvolveram talentos nas suas comunidades. São as civilizações que possuíam colegiado dos anciãos e desenvolveram antropologia social e cultural voltada para sua evolução de vida.

Com o conceito Vida Verde tentamos minimizar os milhares de agrotóxicos usados abundantemente e que assassinam a saúde do povo brasileiro e da população mundial.

O agricultor desinformado e/ou teimoso e ignorante( falta de conhecimento), acredita que se não usar agrotóxicos não vai ter produção e lucro. Não sabe mais produzir alimentos sem venenos, sem agrotóxicos, sem toxicidade, sem doenças, sem cânceres para si e seus familiares. Existe toda uma população que consome seus produtos agrícolas.

Não sabem produzir sem sementes transgênicas, sem sua economia local atrelada as megas industriais farmacoquímicas imperadoras e fornecedoras mundiais de adubos e defensivos agrícolas, geradoras de doenças globais. É a industria de doenças e mortes escravizantes do ciclo pesticidas-doenças, remédios e mortes.Criada pela Revolução Verde.

A Medicina deveria se preocupar com as doenças geradas no trabalho com agrotóxicos em um século de vida de uma família como: doenças psico comportamentais (insônia, irritabilidade, cefaleias, depressão, agressividade, consumo de drogas, suicídios, homicídios, distimias, alterações cognitivas e comportamentais); cânceres de sistema vitais e locais como: pulmão, rins, intestino, boca, medula, linfático, óssea, sistema digestivo, cérebro, fígado, órgãos reprodutivos. Eram gerados em uma vida doenças com caracteres genéticos comprometendo sua descendência hereditária. Sua Biografia Humana.

As doenças mentais cérebro degenerativas são diretamente relacionadas e causadas pelos agrotóxicos tipo demências vasculares e Alzheimer, Doença de Parkinson e Síndrome de Korsakoff acrescida com etilismo e drogas.Esta população apresenta grande consumo de alcoólicos e de drogas.

Existem soluções para este sério problema mundial?

O que se pode fazer na atualidade?

Primeira resposta: Um indicativo prático o filme ” Um homem, uma vaca, um planeta”. Experiência do engenheiro agrônomo biodinâmico antroposófico australiano Dr. Peter Prodoctor

Segunda resposta: Temos que aprender com a maior vivência nutricional e experiência alimentar mundial que ocorreu no período da Primeira Grande Guerra, na Dinamarca. Este país sofreu um boicote econômico que bloqueou entrada de alimentos, produtos industriais e cereais. Encarregaram o Dr. Mikkel Hindhede de realizar o programa de racionamento de alimentos. Ficou registrado a menor incidência de mortes por doença na história do país: 34% a menos que a média dos dezoito anos anteriores, fato que torna difícil não fazer também uma relação entre a dieta vegetariana e a diminuição na taxa de mortalidade.SOLUÇÃO FOME MUNDIAL.

Com o boicote econômico e alimentar, os cereais que alimentariam os animais de corte e abate, foram usados para alimentar o povo dinamarquês. Nesta década posterior ao boicote econômico comprovou-se a menor incidência de doenças apopléticas (infarto agudo do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais) e de doenças crônicas degenerativas. Melhorou a saúde do povo escandinavo.

As doenças podem ser facilmente controladas e evitadas, o que dificultam são nossos vícios ou maus hábitos e o ganho secundário da indústria da doença e da morte (alimentos irradiados, conservantes, pesticidas, agrotóxicos, hormônios, metais pesados, radiação eletromagnética).Falta política de não violência.

É possível modificar nossos vícios alimentares ou modificar alimentos tão contaminados que são vendidos nos centros agrícolas da periferia das cidades, vindas dos seus cinturões verdes que usam substâncias tóxicas na produção de alimentos?

Hortaliças não convencionais.

O Ministério da Agricultura distribuiu orientação das hortaliças não convencionais para estimular a produção de alimentos habituais, nutricionais e ampliar o leque da alimentação não contaminada e de fácil cultivo.PDF. MANUAL HORTALIÇAS NÃO CONVENCIONAIS.

Por mauro montaury de souza Data:Dez 3, 2015 Comments : 0
 
 

Refém-Não! Parte I

Por Dr.Mauro Montaury.

O processo de culturalização é muito complexo e envolve a biografia humana, a antropologia social e a família originária da sua história pessoal genética.

O que está acontecendo na sociedade atual com a família e o idoso?

Aonde estão caminhando os costumes fundamentados na formação ética e justa ligada ao conceito de família?

No processo de nascer/crescer/desenvolver/envelhecer e morrer do ser humano sem família estruturada na ética enfrenta muitas situações conflitantes como:

-O amor é a mola formadora e estruturante da gratidão ao amparo dos anciãos.O que fazer quando o desamor impera?

-O carinho e o afeto do contador de estorias, os bons conselhos e as palavras amigas do idoso,quando não existem porque abandoná-los?

A correria, a pressa da sociedade estruturada no instantâneo e no capital desumano, na negligência social, no abandono humano, esquecem a história de vida que êles (os idosos) realizaram nesta existência e a aprendizagem transmitida pelos seus antepassados.Estatuto do Idoso.
“sociedades não fundamentadas ou não centradas na sabedoria dos anciãos são sociedades fadadas a desaparecer como civilização”

“as grandes sociedades centradas nos conhecimentos dos colegiados dos anciãos e sedimentadas na sabedoria acumulada pelos séculos ajudaram a desenvolver instrumentos mais apurados,ferramentas que levaram ao progresso civilizatório destes grupos.”

Porque atualmente os idosos quando vão envelhecendo são colocados em asilos, são afastados dos seus lares vividos por décadas,são deslocados de seus lares pelos familiares?

O que na sociedade atual torna os idosos reféns de  filhos, parentes, genros, noras, familiares?

Estudo maus tratos em idoso Ribeirão Preto-SP.

Porque os idosos são retirados dos seus referencias de vida afetivo social?

 

Porque a cultura desenvolvida num determinado local, com objetos pessoais, cheios de vivência e de história pessoal do idoso são arrancados ou afastados deles subitamente?

O que está acontecendo com os gerontos que adoecem quando mudados de habitat? Abuso.

Estas desestruturações geram diferentes enfermidades:

-Desequilibrios corporais, estruturais manifestados por tonturas, insegurança na deambulação e quedas por interferência na sua força vital (seu chi energético foi atingido e sente falta do seu chão, seu habitat normal).

-Alteração da sua memória de vida quando mudam coisas e objetos dos seus locais tradicionais.

-Mudam, modificam, morrem as pessoas que sempre conheceram e ligados afetivamente ao seu universo pessoal.

A antiga tanatologia do idoso envolvia a família e todo seu ambiente emotivo, antropológico social e pessoal.Tudo era centrado na casa, na família e na história pessoal do ser que estava realizando a transição.

Atualmente transferimos este papel antropológico social para o asilo, o hospital e a passagem deixa de ser a vivência dos familiares e a cultura socioantropológica da transição e abandona, esquece, perde todos os ritos de passagem.

Esquecemos todos os ritos culturais de séculos…

Esquecemos todas as historias trnsmitidas boca ouvido…

Que saudade das histórias contadas pelos anciãos e sua riqueza de detalhes…

Diziam algo que é difícil de escutarmos hoje em dia,dizia: ” que pessoa de fundamento, é bom prestar atenção  e escutar o que diz”.

Sabedoria é algo que não se aprende na universidade, é algo que se aprende na vida. É algo que cristaliza dentro da alma humana e não se esquece.

Por Mauro Montaury Data:Nov 28, 2011 Comments : 0