Tu Bishvat- A Árvore Humana.

Por Dr. Mauro Montaury

 

Antigamente, o povo judeu na Terra Santa comemorava o décimo quinto dia do mês hebraico de Shevat como o marco do início da nova estação dos frutos em Israel.

 

Esta época do ano marca o ponto médio do inverno quando a força do frio diminui, a maioria das chuvas do ano já caiu e a seiva das árvores começa a subir. Como resultado, os frutos começam a se formar.


Esta data até hoje é comemorada como o aniversário das árvores em Israel.


Da mesma forma como D’us faz com os seres humanos, no primeiro dia de Tishrei, Rosh Hashaná, D’us no dia 15 de Shevat determina qual a quantidade de frutos e folhas que cada árvore produzirá durante o ano; se crescerá satisfatoriamente, florescendo ou secará até morrer.


“Isto demonstra que o Criador do Universo e de todas as espécies, inclusive plantas e árvores, cuida de cada uma de Suas criaturas, determinando seu destino”.


As frutas crescidas antes desta data eram consideradas frutas “velhas”, e as que eram colhidas a partir desta data, eram recebidas como “novas”.

 

Esta distinção era essencial no tocante aos mandamentos da Torá de separar a terumá e o maasser - a separação dos frutos destinados aos cohanim e leviyim.


* A tribo de Levi não possuía campos ou pomares.


Seus membros dedicavam-se integralmente ao serviço Divino no Templo Sagrado e ao ensinamento do conhecimento de D’us ao povo. Por este motivo, a Torá ordena que uma certa parte da colheita deva ser outorgada a eles.


Atualmente o Rosh Hashaná La’ilanot, Ano Novo das Árvores, é comemorado através da recitação de bênçãos antes e após a degustação de frutos novos da estação, especialmente as espécies de frutas da Terra de Israel:



Azeitonas,

   

Tâmaras,

  

Uvas,

 

Figos,

  

Romãs,

  

e outras novas para que se possa recitar a bênção adicional, Shehecheyánu:


“Baruch Atá A-do-nai,

E-lo-hê-nu Mêlech haolam,

shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê”.

 

 

 

 

 

 

“Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us,

Rei do Universo que nos deu vida e nos manteve e nos fez alcançar esta época”.


Ao provar dos novos frutos e recitar as bênçãos reconhecemos D’us como o Criador do mundo, da natureza e de tudo nela contido.


Uma analogia entre a árvore e o ser humano pode ser feita.


“Assim como a árvore está em constante crescimento,

também nós devemos crescer; do mesmo modo como produz seus frutos,

também devemos produzi-los”.


Em Tu Bishvat devemos renovar o crescimento pessoal, assim como as árvores começam a retirar a umidade e nutrientes da terra.


A raiz simboliza a conexão com a fonte, nossa fé; o tronco representa a parte principal que sustenta e representa o estudo da Torá e o cumprimento das mitsvot e o fruto está ligado com o resultado: a meta atingida, nossa influência positiva e contínua na preservação de nossos valores.


Devemos constantemente lembrar que acima da natureza encontra-se D’us “regando” seus filhos através do legado do estudo e prática da Torá, os verdadeiros recipientes de bênçãos para que possam crescer continuamente em todas as estações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Fontes: BeitChabad, e,

              

              Mesillat Yesharim

 

Por Mauro Montaury Data:Fev 10, 2011 Comments :1
 
 

Aron Moss- Os 78 vestidos da minha Mulher.

Por Rabbi Aron Moss

 

* Pergunta:

 

 

Não consigo entender minha mulher.

 

Ela reclama que nunca passo tempo com ela. Portanto planejei passarmos um dia inteiro juntos. Levei-a ao shopping e comprei tudo que ela quis. Após quatro horas voltamos para casa, e eu estava me preparando para trabalhar um pouco, quando ela saiu com essa:

 

“Mas não passamos nenhum tempo juntos!”

 

Estou perdido. Se quatro horas comprando com ela não bastam, o que mais posso fazer?

 

* Resposta:

 

Uma das maiores diferenças entre homens e mulheres é a maneira pela qual vemos a realidade. O homem olha para os fatos, a mulher para os sentimentos.

 

Para um homem, os fatos determinam o que é real, independentemente da maneira como me sinto a respeito. Para uma mulher, seus sentimentos definem a realidade, e os fatos em si são apenas secundários.

 

Vejamos um exemplo típico. Um casal se prepara para ir a um casamento. Estão atrasados porque a mulher ainda não se vestiu. A conversa é mais ou menos assim:

 

* Marido: Se não sairmos nos próximos três minutos perderemos a cerimônia.

 

* Esposa: Mas não tenho nada para vestir.

 

* Marido: Como, não tem nada para vestir? Há 78 vestidos no seu armário, bem na sua frente!

 

* Esposa: Estou dizendo, não tenho nada para vestir. Este vestido me deixa gorda, aquele eu usei nos últimos três casamentos, e estou enjoada de tanto usar os outros.

 

A essa altura, o marido não sabe o que dizer. Teme que a única solução seja comprar um novo vestido para ela, mas isso não pode ser feito em apenas 3 minutos. Portanto, ele sai do quarto, exasperado.

 

- Isso ocorre porque ele está olhando para os fatos.

 

Os fatos são que, na verdade, existem 78 vestidos no guarda-roupa. Então, se nenhum deles é suficientemente bom, a única solução é comprar outro vestido.

 

Porém se ele visse as coisas sob a perspectiva de sua mulher, então conseguiria entender o que na verdade ela quer dizer, e ajudá-la a resolver o problema. Quando ela diz “Não tenho nada para vestir”, é isso mesmo que quer dizer. Ela pode ver as roupas no armário, mas o que está realmente dizendo é:

 

 

“Não há nada neste armário que eu me sinta bem usando.”

 

A realidade de uma mulher é baseada em suas sensações, e não nos fatos puros e simples. Portanto, ela realmente não tem nada para vestir.

 

Quando se considera os seus sentimentos, o armário está vazio.

 

O marido deve entender que a perspectiva de sua mulher é tão válida quanto a dele. Ele pode estar certo - no mundo dos fatos, existe ali um guarda-roupa lotado. Porém há um mundo igualmente real, o mundo dos sentimentos. Se ela não se sente bem com seu guarda-roupa, então ela literalmente não tem nada para vestir.

 

Para solucionar o dilema ele precisa não mudar os fatos, e comprar um novo vestido para ela. Ele precisa esquecer-se dos fatos e concentrar-se nos sentimentos dela. Ele pode tirar um vestido do armário e dizer:

 

“Mas você fica tão bonita com este!”

 

Se ele disser isso com sinceridade, então ocorre algo surpreendente. Aquele vestido surge do nada, e ela tem algo para vestir. Não porque os fatos mudaram, mas porque os sentimentos dela mudaram, Agora ela se sente bem naquela roupa.

 

O mesmo se aplica à sua confusão sobre a necessidade que sua mulher tem de passar tempo com você. Quando ela diz que vocês não passam tempo juntos após um dia inteiro de compras, você imediatamente olha para os fatos. E diz, corretamente, que passaram quatro horas juntos. Porém não é isso que ela quer dizer.

 

Quando fala que quer passar mais tempo com você, ela não quer dizer que queria que o relógio se movesse enquanto vocês estão no mesmo aposento, ela quer dizer que deseja sentir-se próxima de você, reconectar-se com você, partilhar os sentimentos dela com você e deseja que você partilhe os seus com ela.

 

“Ficar na fila dentro de uma loja não vale — embora tecnicamente vocês estejam passando tempo juntos. Porém uma caminhada pelo parque conversando sobre assuntos profundos, sobre a vida, ou rindo juntos sobre nada em particular durante o café da manhã — isso é passar tempo verdadeiro juntos, porque vocês estão conectados. Uma hora de atenção vale infinitamente mais que um dia inteiro de obrigações juntos.”

 

D’us criou o homem e a mulher diferentes, para que pudéssemos aprender um com o outro. Com os homens, as mulheres podem aprender o valor de, às vezes, afastar-se dos sentimentos e contemplar os fatos.

 

Com as mulheres, os homens podem aprender que os sentimentos podem ser mais reais que os fatos.

 

Que a vida não é medida pelo tiquetaque do relógio, mas sim pela batida do coração.

 

 

Por Mauro Montaury Data:Nov 8, 2010 Comments : 0
 
 

Conceição Trucom - A vitalidade dos alimentos. Parte I

Por Conceição Trucom, Química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para o bem-estar e qualidade de vida.

Visite seu Site no STUM, e Doce Limão E-mail: mctrucom@docelimao.com.br - Tel: Guaruja (SP) 11 3020.9885

 

 - O Serviço e a Alquimia

 


Os alimentos de origem vegetal, crus e vivos, nos oferecem espontaneamente tudo o que captaram da Terra, do Sol e de Deus. Cabe a cada um de nós recebê-los! Deixá-los chegar e fazer parte de nós.


Os alimentos do reino vegetal têm um propósito: oferecer seu Viço, seus agentes nutricionais e energéticos, seus componentes da terra e do sol (cósmicos), para que sejamos Seres em estado de Viço, ou seja, em SerViço.


Mas, não basta ganhar um presente, temos que recebê-lo, assimilá-lo, para então fazer parte de nós, da alegria e gratidão causada pelo presente verdadeiramente recebido.


Entretanto, quando um ladrão nos aborda, permitindo ou não, ele irá nos roubar o que temos de maior e melhor em nossa vida: nosso corpo e alma.


É ato de amor e respeito ser cúmplice do nosso corpo e vida, e praticar um “banho interno diário” que favoreça o necessário alívio da sobrecarga intoxicante da vida moderna. E é sábio aproveitar este ato de afeto (corpo e alma unidos no mesmo movimento), para nutrir e vitalizar todas as células, órgãos, vísceras e sistemas, entre eles nossas mentes, representadas fisicamente pelo cérebro.

 

Para tanto, o certo é conhecer os alimentos que têm tal poder, para aumentar seu consumo diário, como também, para poder evitar conscientemente, os alimentos que nos desvitalizam e minam nossa saúde e poder pensante.


 - A alquimia e o SerViço


Os alimentos do reino vegetal - frutas, folhas, raízes, brotos e sementes -, enquanto vivos e crus, são ofertas viçosas da mãe natureza. Eles já trazem em sua composição nutrientes conhecidos como carboidratos, proteínas e gorduras, importantes para nos dar energia, construção e manutenção de nossas células e corpos. São os chamados macronutrientes.

 

A esta parte bem física dos alimentos colocarei a responsabilidade de 10% pela sustentação da vida, e é o máximo que uma pessoa intoxicada pode assimilar destes alimentos.


Aos outros 90%, que classificarei de parte “alquímica”, por serem em mínimas concentrações ou mesmo invisíveis (forças energéticas da terra e do sol), só plenos no alimento cru e vivo, colocarei a responsabilidade pela sustentação do corpo, da alma e do espírito alinhado com a luz.

 

São estes 90% que ancoram a força, a luz. Esta é a parte que uma pessoa vai acessar e assimilar quanto mais desintoxicada estiver.


 - Grau intoxicação x Capacidade de Assimilação do alimento vegetal cru e vivo

 


Estes 90%, além de participarem da digestão e assimilação dos nutrientes mais densos (aqueles 10%), irradia vitalidade para mais purificação, transformações e expansão do Ser, que se impregna de Viço e vive em estado de Viço, em SerViço.

 

Ou seja, sempre haverá energia sobrante. Nestes 90% encontramos alguns elementos biologicamente ativos (vivos) denominados:


* Enzimas (se o alimento estiver cru e vivo) - agentes de informação específica e precisa para a função digestiva e todas as reações energeticamente econômicas do organismo;


* Sais minerais - agentes de comunicação rápida e precisa entre todas as células, já que são responsáveis por todas as reações eletroquímicas conduzidas pelos 60-70% de água presentes num organismo humano e adulto;


* Vitaminas - agentes de vitalização do corpo e do poder pensante (alma);


* Fibras - agentes de absorção dos excretos, modulação do processo de assimilação digestiva e nutrição da flora intestinal;


* Antioxidantes - agentes que impedem a oxidação e degeneração precoce das células e do poder pensante.


Além destes elementos já identificados pela ciência, existem infinitos outros, que classifico como Alquimia da Mãe Terra, do Sol e de Deus. Esta é a parte invisível, sagrada e poderosa, pois é a que nos permite sintonizar, vibrar em sintonia, com estes Seres:

 

“A Terra, o Sol e Deus.

Neste momento sentimos: Amor - Gratidão - Somos todos Um!”


E, graças à elevada presença, principalmente nos alimentos da cultura orgânica, desta fração alquímica, os vegetais crus e vivos são exatamente os que oferecem aos órgãos e sistemas de excreção a sua cumplicidade mais afetiva e efetiva. Só quando consumidos crus e frescos, fornecem ao organismo sua água estruturada com informações de limpeza, nutrição e vitalização.


- Na prática


Aqui, o objetivo é que você compreenda, didaticamente, como classificar os alimentos pela sua força vital, simplificando os critérios de escolha e seleção. Nada de tabelas: só a compreensão.


No livro “Você sabe se desintoxicar” (Dr. Soleil - Ed. Paulus), os alimentos estão classificados em quatro categorias, de acordo com o seu grau de VITALIDADE ou força alquímica.


Este conceito foi criado pelo Dr. Edmond Bordeaux-Szekely e pode ser de grande ajuda para nos orientar nas escolhas alimentares, sem precisar de qualquer intelectualização.


 Obs: Texto extraído do livro Alimentação Desintoxicante - Conceição Trucom - editora Alaúde, cuja leitura na íntegra lhe possibilitará a prática desta filosofia de vida com consciência e responsabilidade.

Por Mauro Montaury Data:Mar 12, 2010 Comments : 3